Ambos os autores estão inseridos na tradição da teoria crítica alemã, herdeira da Escola de Frankfurt, que analisa as estruturas de poder, dominação e injustiça nas sociedades modernas.
Os seus textos sobre solidariedade global partem da constatação de que as desigualdades entre nações não são acidentais, mas resultado de estruturas históricas e políticas que concentram riqueza e poder nos países do Norte Global.
Os conceitos centrais do seu pensamento incluem:Responsabilidade política transnacional — os Estados ricos têm obrigações éticas e políticas para com os povos empobrecidos
Solidariedade como categoria política — não mera caridade, mas exigência estrutural de justiça
Crítica ao nacionalismo metodológico — os problemas sociais devem ser analisados à escala global
Desigualdade internacional como problema sistémico, não conjunturalA sua contribuição situa-se na ponte entre a filosofia política, a sociologia crítica e o direito internacional, defendendo uma ética global de responsabilidade partilhada.


